O nosso amor
O nosso amor, meu amor,
que vive na sarjeta,
que vive na valeta,
mas ele continua sendo
o nosso amor.
Com a mesma força,
com o mesmo fedor,
que é de suor
desse nosso amor,
intenso.
Denso.
Denso.
que vive no lixão,
que vive no valão,
que corta a cidade
que vive no papel de bala
largado na rua
na sarjeta,
e é esse o nosso amor,
meu amor,
meu amor,
que deságua no esgoto
e que também é amor
mesmo no fosso
e é no fundo do poço
que vive o nosso amor,
crescente,
vivente.
Ás vezes na fossa,
que só o nosso amor
tira-me de lá.
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