quarta-feira, 28 de abril de 2021

 

SENHORES DE ENGENHO.

 

         O senhor do engenho Laranjeira Verde preocupado com o desaparecimento do filho que completam cinco dias, recebe do capataz um pequeno maço de tecidos feito de algodão, sangue manchava o pedaço de pano, pelo cheiro familiar identificava ser sangue. Acostumado ao aroma contando anos a fio descarnando gado e outros animais, incluindo seus escravos. Esses exalavam suor e sangue, do trabalho e das chicotadas respectivamente.

         - Mandaram entregar ao senhor – disse o capataz.

         - Quem? – senhor absoluto daquelas terras estranhou o pacote. Sentiu certa audácia de seu capataz encarando hora os olhos do homem temeroso hora o embrulho sangrento. Evitou pegar por instantes, porém alcançou das mãos do empregado, vencido pela curiosidade. Desenrolando do pano, vencendo o orgulho, trazendo a testa franzido, sem entender, interessado no que existia no pacote.

Suas botas negras lustrosas de montaria e da lida diária são feitas com couro de jacaré, bombachas, roupas com um leve tom de gema de ovo, o definem como homem rico e importante que é na região. Consigo traz um lenço com o qual enxuga o suor do corpo, nuca, testa e pescoço. O calor por essas terras é coisa do diabo. Um belo chapéu cobre sua cabeleira, protegendo seus olhos verde rubi, sensíveis a luz do astro sol. O céu azul, poucas nuvens e muito calor a essa hora da manhã anunciam que esse será outro dia de temperaturas altas.

- Quem ti entregou isso? – firme interroga o capataz, esse de olhos baixos assim permanece, sabe muito bem que seu patrão não gosta que o encarem.

- Um guri que nunca vi antes. – Responde.

- Que guri é esse? Desembucha logo, homem!

- Não sei patrão. Como disse nunca o vi antes. Pediu para ti entregar, só isso.

- Sei. – encerra a conversa olhando para o pacote em suas mãos, desconfia ser uma brincadeira de mau gosto. Pergunta a si mesmo então quem teria essa audácia de bulir com ele?

Reinicia o desenrolar do pano que cobre o objeto em suas mãos a fim de descobrir do que se trata afinal. Leva um susto jogando o objeto longe. Esbugalha os olhos emitindo um grito de horror, engasgado com um “Deus do céu”, seguido de um “que brincadeira é essa?” Em choque, tremendo os lábios afasta-se do pano de algodão ao qual vinha enrolado um pedaço de carne, ou nervo. Recompondo-se perscruta com os olhos os que se encontram a sua volta, o capataz e alguns cativos, trocando rapidamente para aquele pedaço de carne sujo de sangue. Deixa escapar uma única palavra num horrorizado tom de voz:

- Filho.

Essa história tem uma série de acontecimentos sucessivos carregado de sangue, estupros, vinganças. Carnificina, incêndios nos canaviais e castigos brutais.

Já a muito os senhores de engenhos abusam de suas escravas, servindo-se delas para saciarem suas intermináveis e incontroláveis sedes por sexo. Essas mulheres, aprisionadas suportam humilhantes ataques aos seus corpos, indefesas, muitas vezes insurgem contra essas tiranias patriarcais a que foram submetidas com fugas ou assassinatos. Quase sempre o resultado é o mesmo: chicotadas mostrando o lugar delas, ou pior: a cafua.

O fruto não cai longe do pé. Os filhos homens dos senhores de engenho são ensinados a comandar, e na puberdade aliviam-se, como os pais, tios e irmãos, nas negras dos engenhos e em suas filhas, fáceis vitimas de seus desejos masculinos.

Cinco tardes atrás o único filho do senhor desse engenho, orgulho do pai, perseguia arbitrariamente uma das escravas do latifúndio, como ele mesmo fez, seu avô e mesmo o bisavô, na ânsia de matar a sede por mulher. Juliana, com seus dezenove anos, de uma beleza incomparável, encontrava dificuldades de escapar as investidas do senhorzinho Miguel, ávido em provar de seu corpo roliço, cor de canela e cheiro. Essas últimas semanas foi brutalmente atacada, sem, contudo, Miguel conseguir o que tanto desejava.

Juliana, moça nascida escrava tem boa parte da roupa que vestia rasgada nas tentativas do senhorzinho Miguel de violentá-la, agarrando-a em plena cozinha onde a moça ascendia o fogo a lenho e ajudava no preparo do almoço. Com uma cotovelada, desvencilhou-se do perseguidor, sem mais outra opção arriscou a correr, podendo ser castigada, mais tarde por demorar no preparo da comida, aos gritos, corre, estímulo ainda maior ao seu senhorzinho, esse corre atrás dela.

A virgindade de Juliana fora roubada pelo pai do insistente Miguel, aos quinze anos. Após tal violência, sem descaso a atacavam constantemente, mesmo os capatazes. Desistiram de importuná-la quando cansaram dela. Sem sorte é perseguida por Miguel. Muitas vezes a beleza é uma maldição, mas, ser a posse de alguém como um insignificante objeto sem luxo, que usa e joga fora, com certeza é milhões de vezes pior.

 Corre, tem a saia rasgada e pés descalços, o perseguidor na sua cola a gritar ordens e ameaças. A moça lembra-se então, dos avisos que recebeu na senzala na noite anterior, das conversas que o moço travava com capatazes e amigos sobre ela. Esses atiçavam sua curiosidade quanto ao calor da negra. Recorda-se do aviso: “se acontecer amanhã siga na direção do rio”. Sem mais opções é o que faz. Além, são os búzios que guiam seus pés. Não duvida.

Miguel tem seu sexo rígido e fora das calças fazendo piadas para a desesperada Juliana. Ela desce a picada que leva ao rio que corta as terras do afortunado Miguel, herdeiro do engenho. Os olhos da perseguida vertem lágrimas de desespero, os tormentos infligidos pelos homens livres e desalmados que tanto a torturou, achou um dia que haviam terminado, porém retornam.  “Nunca vai acabar isso?” Pensa.

Escuta em desespero os mandos do senhorzinho, passos atrás dela, quando, é segura por mãos negras surgidas de trás de uma grande pedra na picada do rio, tirando-a da trilha. Surpresa vira-se e consegue ver de quem são os negros e potentes punhos, após recuperar-se do puxão. Três enormes homens, na pele, as cores da África. Esses a olham quando um deles com o dedo indicador na frente dos grossos lábios característicos de sua humanidade sugerem silêncio.

Instante depois chega o senhorzinho Miguel berrando pela moça. Tem então a brusca aparição daqueles homens, nus da cintura pra cima, os troncos detalhados pelos músculos e marcados com cicatrizes. A respiração ofegante do menino congela, os olhos dilatam, ao reconhecer os negros que fugiram do engenho de seu pai. Nada diz, a voz engasga o fôlego lhe falta e o cansaço da caçada a moça impedem uma reação, uma ordem ou uma fuga. Sem tempo um desses homens segura-o e tapa com a mão sua boca prevenindo um pedido de socorro ou ajuda. Em seus olhos, das cores dos de seu pai, desenha-se o desespero pelo que o aguarda. Nos de Juliana, ao contrário, os olhos emitem brilhos como sinais de justiça que agora poderá, e pretende afinal cumprir em nome de todos os que foram arrancados e arrastados da África, aos que pereceram no caminho ao Novo Mundo, aos atormentados e vilmente acorrentados, recairá sobre os senhores do Engenho Laranjeira Verde. A justiça contra a violência praticada pelos senhores brancos e seus aliados, os algozes de suas misérias e de seus irmãos serão vingados por Juliana. Essa abre um sorriso irônico. Suas pretensões de castigo vão ser cruéis.

- Então – murmura Juliana, carregando de malicia a voz rouca – pretendia aliviar seus desejos – aponta para o membro sexual do rapaz – em mim senhorzinho Miguel?

O agora prisioneiro responde com um meneio da cabeça, negando. O desespero o domina.

- Eu apanhei muito desse moleque, Juliana. Pense em algo muito cruel para puni-lo. – Num dialeto Banto sugere um dos homens, respondendo também a menina na mesma língua, agora dona da situação.

- Como era mesmo a história dos eunucos que nossos antepassados cantavam tio?

- Ah. Boa menina. É um bom preço pelos anos de horror que sofremos.

- Não demore Iaiá, - avisa um dos homens na língua zulu africana. Diferente das usadas por Juliana e seu tio. Recebendo da moça a resposta na língua com a qual articulou esse último homem.

- Vai ser rápido. Doído, mas rápido. - O sarcasmo que Juliana trás na voz ao ouvido do mijado senhorzinho, anuncia suas pretensões ao pegar no pênis do carrasco de meninas, encolhido, agora, como um pinto com frio.

 

O agora aterrorizado senhor do engenho, vê seu mundo e as forças de suas pernas desmoronarem, caindo ao chão, percebe que aquele pedaço de carne humana sujo de sangue, é o órgão da masculinidade viril arrebatado do corpo de seu filho!, por um agente cruel e desumano, quem teria a pachorra a ponto de fazer uma maldade dessas ao seu inocente filho?

- Quem fez isso? – geme mais pra si mesmo do que aos ali presentes.

O horror cobre seu rosto como um manto branco, pálido, um silêncio sideral domina o momento. Nem pássaros, relinchar dos cavalos, mugir do gado, cantar do vento nas árvores. A respiração ofegante do fazendeiro sobrepuja os sons do mundo.

Enrolando o membro agora separado do corpo, roxo sujo de sangue, reconhece enfim o tecido da camisa de Miguel, o qual ele mesmo comprou para o filho em uma viagem a Lisboa. Em movimentos assustadores recolhe ao peito a trouxa de pano, levanta-se transtornado, com enlouquecidos olhos estralados, corre em direção da Casa Grande, sua morada, e lá permanece sem sair, sem ordenar aos comandados daquele dia em diante.

 

EU ENVENENEI O MEU MARIDO.

 

         Um troféu. Meu troféu. Como me sito livre hoje? Parece que tirei uma pedra de dez mil toneladas de minhas costas. Meu troféu? É você, colher de pau. Meu troféu é minha única amiga. Amigas, amigas mulheres, não tenho e nunca tive. O cão dos infernos do Aroldo nunca me deixou conversar com ninguém. Verdade, ninguém. Nem ele mesmo conversava comigo. Quando ia dirigir uma palavra a ele lançava-me com uma violência sem sentido sua enorme mão, numa bofetada que quebraram diversos dos meus dentes.

         Sou - ou era- uma sola suja de sapato para ele. O coco do cavalo do bandido. Nossos filhos? Foram feitos na violência, regados à cachaça e mau hálito.

           Agora tenho a minha vingança, meu troféu. Você, companheira, que sempre sentiu meu estado de nervos, chorou comigo, foi minha âncora. Agora compartilha comigo de minha vitória. Tortura. Desde os dezessete anos. E agora, colher de pau, meu troféu, minha vitória.

         Ontem Margarete foi à última de nossos filhos a deixar essa casa. Foi embora. Saiu para viver com o Cunha. Felicidade? Eu não sei. Acho que não existe. Contudo, o terror acabou. Para mim acabou. Na mesma tarde de despedidas envenenei esse desgraçado que roubou minha vida, meus sonhos, e minhas ilusões com violência e o estupro.

         Vingada. Nunca me senti tão leve. Alegre, se assim posso me imaginar. Vou tomar um banho e sair. O sol e essa tarde me esperam. Claro que vou levar você comigo, companheira de cada dia de pesadelo que duraram vinte e oito anos. Não vou avisar aos irmãos dele. Que apodreça aqui, engasgado. Como me sinto?... Feliz.

 

                            OUTONO/ABR/2021.

Denúncia.

 

                                                DENÚNCIA



O que fazer? Saiu determinada a acabar com tudo. Enquanto seus passos perdem a firmeza o organismo inunda-se de uma náusea muito forte que balança sua vontade. Sabe o que deve fazer. Entregar a policia o que vem acontecendo em casa, em sua vida há anos. Desde que a irmã se matou com a tesoura enfiada no próprio coração passou a ser ela possuída por aquela situação insuportável.

No inicio acreditava mesmo ser parte de uma brincadeira, como insistia sua mãe. Era somente uma criança. Nove anos. Nos últimos meses intuiu que algo errado sucedia nessa situação pela qual suas amiguinhas de escola não passavam. Desde quando teve sua primeira experiência sexual com um namorado há alguns meses entendeu que algo estava errado.

Sua mãe insistia para que prosseguisse. Por ela, sim, pois não poderia viver sem o Jair. Insistia que precisava dela para não sofrer e que isso é normal nas famílias, apesar de ninguém comentar e não poderiam saber de forma alguma que vinha ocorrendo este tipo de brincadeira na intimidade delas. Palavras da mãe: você não quer que sua mãe acabe presa não é, minha vida?

Uma grande náusea apoderou-se da jovem. Seu corpo rejeita cada vez mais aquela turbulenta situação em casa. Uma angustia forte e ranço tão grande que é preciso ser segura pela mãe, a qual tenta consolá-la com palavras amigáveis e amáveis. Abraça-a, deitando sua cabeça em seu colo, segura-a com as pernas cruzadas na cintura convencendo-a que é para o bem de sua mãe. Enquanto acontece a invasão de seu corpo.

Sabe o quanto é bonita. O quanto desperta o desejo dos homens. Pernas firmes, lisas, brancas, são presentes, diz seu namorado. Com ele encontrou certa segurança. Levam tardes de abandono na cama do jovem. Perdeu essa segurança quando no colo ultrajante da mãe.

 A insegurança a oprime tanto que suga sua certeza. Se der cabo ao que sucede em casa, pondera, minha mãe vai para a cadeia, e quem vai cuidar de nós? Eu só tenho dezesseis anos! Senta na calçada, arruma a saia entre as pernas e lágrimas aguam seus olhos já inchados de tanto chorar.

- O que faço meu deus, o que faço? Ilumine-me Senhor. Sussurra.

Surge na esquina sua mãe. Grita pelo seu nome. Contente por tê-la encontrado. Convida a filha a voltar ao lar, a jovem persevera estar tudo errado à mãe, não da para continuar com isso. A mãe rebate interrogando-a se ela não pensa na felicidade de sua mãezinha? Se encerrar com tudo o Jair vai embora e a mulher não sabe se sobrevive a tamanha tristeza. E a causa é a própria filha, injusta, egoísta. Persiste, pode fechar os olhos na hora, eu falo pra ele. É minha felicidade, disse a filha, segurando-a e erguendo-a do chão pelo braço forçando tomarem a direção de casa. Chora pedindo a mãe que não deixe mais o padrasto tocar em seu corpo. Implora. A mãe silencia por um bom caminho enquanto conduz a menina de volta a casa. Rosto fechado, pensamentos nebulosos.

- Filha, rancorosa a mulher disse, você não quer a felicidade de sua mãe? Não quer que sua mãe seja feliz? Eu tenho esse direito e proíbo a você fazer o que fez sua irmã, tá ouvindo?

Os dedos apertam as carnes brancas do braço da menina, que chora, entre a obediência e a angústia de desistir, tendo de passar por tudo outra vez mais.

 

VERÃO/JAN/2021.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

 

 

 O CÃO DA ARMA.

                                                                  

O gatilho o deixa excitado.

         Os pelos de seu corpo se arrepiam.

         Um choque sensual percorre da nuca aos pés, passando pela espinha, rabiscando uma torção, nos lábios de seu duro rosto. Surge um riso. Um som muito baixo que é produzido pela excitação. Parecido com o de uma hiena.

         Os olhos acompanham os lábios propagando essa sensação maníaca.

         O tambor começa a girar.

         O cão move-se.

         A eletricidade aumenta. Com os pelos do corpo arrepiados, os culhões esquentam.

         O sorriso se alarga exibindo dentes amarelos de cigarro e cariados. Os olhos, apesar dos óculos escuros, brilham refletindo a excitação que sente. Respiração ofegante e hálito quente.

         O tambor move.

         O cão da arma acompanha o movimento.

         TÁ!

Um estalo.

         O alvo, amarrado a uma cadeira, com um saco de pano na cabeça, nu, assusta-se, deixando escapar um grito de desespero. Choque. Primeiro retrai o corpo, em seguida treme por toda sua extensão sem se controlar. Um choro abafado sai pelo capuz, escoltado, entre soluços e lamurias de um “porque estão fazendo isso comigo?”

         Não recebe resposta.

         Outra vez mais, puxa o cão da arma que engatilha. Seguido do som da trava.

         O tambor começa a girar com a pressão exercida sobre o gatilho. Agora a ponta fria da arma pressiona outra região da cabeça do prisioneiro: a nuca. O cão em movimento gira o tambor, suspendendo o ar de mofo do lugar. Horrorosos gritos, lamúrias e prantos surgem próximos ou distantes, abafados. De onde? De quem?

Tá!

         Outro estalo.

         Choro e soluços. Outra vez o cão da arma engatilha. A excitação é tão grande que o homem tem uma ereção.

         - Sente isso? – encosta o membro ereto e firme no braço da pessoa encapuzada. Aquela sua amiguinha, a pirainha comunista sentiu! Pedia mais, mais, mais.

Silvia? – lembra da amiga e companheira, foram presos juntos. O cano do revólver movia-se da nuca para a orelha. O cão da arma move-se.

         - Todo mundo aqui passou a pica naquela putinha. O homem fala com gotas de sarcasmo ao pé do ouvido.

         TÁ!

Outro estalo.

         Desespero total. Chora.

         - Por que você não me mata logo seu filho da puta? Mata-me logo. Pelo amor de Deus!

         O único som que ouve são passos se distanciando. O abrir de uma porta, o desligar do interruptor, a sensação de penumbra e o som de uma porta distante metálica abrindo e fechando, por fim um tilintar quase inaudível de chaves. Sente que agora está só naquele cômodo. Escuridão.

 Chora, e, entre soluços, pedidos de socorro e perguntas endereçadas aos seus algozes, recebe de volta, gemidos distantes.

          Entre esses gemidos distantes, alguém, grita, insistindo em lembrar seus direitos constitucionais e os sons dos sapatos desaparecem após um bater de portas metálicas, trancas e o tilintar de chave.

 

         Instantes depois ao destrancar de portas duas lindas mulheres entram na sala, roupas sensuais, cabelos presos em grandes coques, maquiadas, conjurando com suas belas feições. Uma delas solta das amarras o homem que logo se levanta. Por instantes um silêncio inibidor domina a sala, quebrado por um obrigado por parte do homem, que acena com a cabeça em agradecimento, enquanto as moças arrumam o espaço onde se encontram de pé. Uma delas, a ruiva fala ao prisioneiro.

         - O senhor pode pagar no caixa. Espero que tenha encontrado a satisfação que procurava. Sua esposa o aguarda na saída junto ao caixa.

         - Mais uma vez, obrigado.

                                              

FIM.

UMA FAMÍLIA BRASILEIRA.

       Wigo andava por esses últimos dias com um incômodo que não sabia o do por quê. O imigrante alemão veio à vila vender seu sabão e vela...